Viver depois de ti de Jojo Moyes

Editor: Porto Editora 


Aqui não pode dizer-se que há clichés. Nossa! Começo a ler este romance com total indiferença, mas rapidamente sinto as lágrimas descer pela face, sem qualquer controlo, com acontecimentos comuns, mas que nunca paramos para pensar.

Confesso que já tinha lido "A última carta de amor" da Jojo Moyes e como não gostei, falei com a menina da livraria e troquei por outro. Sim, dá para trocar livros, não é o mais correto, mas quando o lemos num fim de semana, estando novo, não existe nada que te impeça de o trocar por outro.

O mesmo não aconteceu com este "Viver depois de ti". Está intocável na minha biblioteca e estou ansiosa por ler a continuidade. A autora semeou a curiosidade e quero descobrir como a Lou vai ultrapassar este amor, ou melhor, a falta dele. Como vai dar continuidade à sua vida? Como já o fui comprar na minha hora de almoço, prometo que em dias terei aqui breves palavras.

Nesta história, mais do que um romance temos uma personagem altruísta, que ama verdadeiramente. Sabe apreciar as feições de um homem bonito, mas vê muito mais além disso, ela consegue ver emoções e entender o porquê de tantos dias maus.

Sendo a morte assistida, proibida em Portugal e perante a cultura do cidadão português, ver este filme deve chocar muito boa gente. A verdade é que primeiro vi o filme e como chocada que fiquei, achei demasiado triste. Eles apaixonam-se e mesmo assim ele decide acabar com a sua vida, demonstrando que afinal não amava assim tanto a Lou.

Curiosa por saber se o fim do livro seria diferente, já que não seria a primeira vez que acontece, ignoro a minha primeira impressão sobre a autora e compro este livro. E como sempre... tenho de repetir, o filme é bom, mas o livro é amazing! Acreditem que quando terminei vi novamente o filme, no próprio dia e ainda que os meus canais lacrimais estivessem em constante funcionamento, vi-o com outro pensamento e gostei muito mais desta visão.

Mas falando apenas do livro, a autora utiliza uma linguagem um pouco robusta, mas de fácil compreensão. Descreve vários cenários, sentimentos e ainda que no filme fossem ultrapassados alguns momentos e personagens, o certo que é dão força à história.

No livro encontramos uma Lou, que deparada com a decisão, não consegue gerir os sentimentos e por isso numa primeira fase não aceita a decisão do Will, mas como jovem altruísta que é, uma vez mais aceita e torna o momento final muito mais tranquilo.

Depois temos os pais do Will, que estão juntos pelo filho, uma vez que na altura do acidente o pai dele pretendia divorciar-se da mulher e seguir o seu coração. Decisão esta suspensa em prol dos acontecimentos fatídicos. Entre os dois, discordam ainda quanto ao apoio na decisão do filho. 

Ora, por um lado temos um pai que entende os motivos do filho e por isso aceita. Por outro lado, temos uma mãe que discorda por completo porque "é seu filho". 

Faz-me refletir... Se fosse com um dos meus filhos... Em que posição estaria eu? Aceito a decisão do meu filho e mostro-lhe que o respeito, que aceito a sua dor, que o amo e por isso aceito que coloque um fim à sua dor de anos ou esqueço tudo isso e não permito que se liberte da sua dor. Como o quero perto de mim e não quero sentir a dor da perda fecho-o num pequeno espaço rodeado de condicionalismos.Pensando melhor, não quero refletir profundamente neste tema porque é demasiado doloroso.

Por fim temos ainda uma irmã, que no filme não aparece, que à semelhança da família da Lou, com exceção da sua irmã prodígio, não aceita de todo.

Este assunto da morte assistida dá imenso para debater e quando falamos de dor e sentimentos cada um tem a sua razão, porque a minha dor e os meus sentimentos, não são sentidas da mesma forma. Não são comparáveis e muito menos quantificáveis! A minha dor não é igual à tua!

Finalizando, este é um livro para ler com uma caixa de lenços de papel ao lado, porque como sempre ouvi dizer, quem não chora não é boa gente. 

Este é ainda um excelente livro para debate. 😊 


 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Dia internacional do BEIJO com desafio!

Se me amas não te demores!

Palavras amargas - Vi Keeland