O luto é dificil!
Viver Sem Ti de Jojo Moyes
Editora: Porto Editora
Bem... Acabo de ler este livro e ainda não tive oportunidade de refletir sobre vários acontecimentos da vida da Lou.
Contudo, escrever sobre rescaldo, digamos assim, também é interessante e neste momento o meu primeiro pensamento é, tenho de ler o terceiro. Quero ver a Lou feliz. Aliás, nada contra o Sam porque adorei a personagem, mas não seria o Nathan o homem ideal para a Lou?
Ele sim, entende perfeitamente os sentimentos melancólicos que nutre pelo Will e conhece-a como sempre foi. Excêntrica, sorridente e com um mundo por descobrir. Já o Sam conheceu a Lou numa fase menos boa, sem excentricidade alguma, pouco sorridente e com uma parte do mundo vista sobre os olhos do Will.
Isto é apenas uma veia romântica, porque não?
Esta trama é para ler com lenços da mão, porque são muitas as vezes impossíveis de controlar as lágrimas quentes que descem pela face. A Lou é de tal forma altruísta, que os seis meses com Will não poderiam ter uma intensidade maior na sua vida.
Prova disso é que demorou mais de dois anos a fazer o luto, passando por todas as fases que este existe, incluindo a revolta. Mostra ainda que precisamos sempre de ajuda, mesmo quando não o reconhecemos e o facto do pai da Lou a obrigar a frequentar um grupo dedicado à partilha de dor pela perda de alguém foi realmente importante para seguir em frente.
No
primeiro livro, termina o seu namoro de seis anos com o atleta, onde já
existiam sinais de serem apenas amigos, perante o drama de fazer a viagem com o
Will, com o intuito de desistir da morte assistida. Portanto, se o Sam não fosse
alvejado, terminariam juntos? Em suma, uma vez que todo o livro descreve o ultrapassar de um luto, como é óbvio, não é algo que nos leve a ansiar pela sua leitura, o que nos prende, é a curiosidade em descobrir como Lou vai dar a volta à vida e as peripécias dos seus pais são realmente adoráveis.
O livro termina com a despedida da Lou e do Sam no aeroporto. Portanto, vamos ler o terceiro e dar-lhe um final feliz, porque ela merece. Concordam?

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