Penelope Ward novamente?

Uma vez mais a Penelope Ward escreve um romance para ler em vinte e quatro horas! Ninguém consegue dormir tranquilamente depois de começar a ler e não descobrir o final. Porém, continuo a achar que o titulo poderia ser mais apropriado.

Com um texto bem escrito e de fácil compreensão, foi o meu escape de domingo, enquanto aproveitei o sol e recarreguei baterias com vitamina D.

Deocon, tem tudo o que uma mulher deseja, porém, assumir uma relação e tudo o que isso implica é algo que o assusta e o faz recordar o seu passado.

Uma vez mais, temos a questão do mau isolamento entre prédios, que a autora nos presenteia com frequência e claro está, que tudo começa com os gemidos de cariz sexual do vizinho.

O anti-namorado tem demasiadas semelhanças com outro romance da autora “O meu adorável vizinho” e por isso, ainda que aconselhe a sua leitura, não é daquelas que nos faz correr para não perder o livro da prateleira da livraria.

Adorei a naturalidade da autora quando nos dá a conhecer a Sunny, uma bebé com trissomia. No entanto, sinto que poderia ter explorado um pouco mais a vida da criança ou até mesmo encontrar uma forma mais aprofundada da mãe lidar com os adultos, que transmitem pena da menina, só porque nasceu com um cromossoma a mais.

Coisa boa neste romance? É que adoro clichés e este é apenas mais um! 


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