Que atrevimento!
Com muito drama no meio e assuntos sensíveis, quanto a mim, merecedores de melhor exploração, nomeadamente a saúde mental de várias personagens. Aqui incluo ainda a forma como Grant ultrapassou a morte da filha bebé, atirada pela Lily ao mar.
Como tudo começou é hilariante, o que umas férias com álcool podem provocar e uma vez mais, tão depressa tudo nos parece horrível. Meu Deus, o mundo vai acabar e agora? Como de repente, ganhamos forças e lutamos para inverter tudo a nosso favor. Esta máxima sem dúvida que é a da personagem principal, não apenas pelo seu passado, mas pelo sucesso profissional e pelas conquistas pessoais. Por isso, relembro, DIVIRTAM-SE porque depois logo se vê.Uma vez mais, a autora presenteia-nos ao que já tão facilmente nos habituou, um romance leve, cativante, com drama, desejo, paixão e ainda que exista o cliché do CEO, este não é daqueles ricos que nasce num berço de ouro, com o rabo sentado na cadeira e sem fazer nada como a Ireland descobre mais tarde.
De salientar o enriquecimento que a autora dá ao livro, quando nos apresenta pensamentos e emoções de ambas as personagens principais. Mais, intercala capítulos com o passado de Grant, que nos permite um enquadramento de atitudes de forma organizada e nos faz entender o final.
Sem qualquer dúvida afirmo, continuo fiel à Vi Keeland e à sua escritura, que nos permite uma leitura fácil e por isso fluida.
Ah! A Ireland, sob efeito do álcool, enviou uma carta honesta ao seu chefe, após o seu despedimento por conduta imprópria, e vocês? Qual a vossa loucura num momento, onde controlar o vosso lado racional é impossível?

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