Um texto, uma imagem, quantas interpretações?

Uau! Foi mesmo o que senti assim que surgiu na minha periferia angular. Ainda não lhe toquei, mas só pelo olhar, consigo sentir a jubilação do meu corpo a reagir. Tudo é uma verdadeira beleza, não apenas o seu exterior, mas também o que a preenche.

Sedutora, curvilínea e excessivamente tentadora, foi o sentimento que senti percorrer cada pedacinho do meu corpo, em antecipação ao prazer que saberia sentir assim que lhe tocasse.

Tranquilamente, espalmei a palma das minhas mãos em cada uma das suas extremidades. Claramente com o intuito de absorver todo o calor que me oferece, alimentando o meu interior com sentimentos de verdadeiro êxtase de prazer. Todo aquele aspeto aveludado, de cor clara e com um cheiro irresistível, afloram todos os meus sentidos, tornando-se impossível não ceder à tentação de abreviar o tempo de observação ocular.

Sem expectativas defraudadas até ao momento, alimentando ainda mais a minha perversidade, inalo, inspirando lento e profundamente o cheiro que emana. Ainda não lhe toquei com os lábios, mas já lhe sinto o sabor e tenho a certeza do quanto vou gostar. Nem sempre o climax é o objetivo, por vezes o caminho percorrido é aquele que realmente importa. Nunca me desiludiu e certamente não será agora, neste instante. Não agora que admiti estar verdadeiramente apaixonada.

Provando isso mesmo, levo os lábios até si e faço-a verter sobre a minha boca, o que de mais precioso tem para me dar. Não exijo mais, meramente o melhor de si e esse é sempre um princípio enraizado, nunca exigir mais do que aquilo que efetivamente nos podem dar, desde que esse seja verdadeiramente o seu melhor.

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