Fecha-se uma porta, abre-se uma janela!
Quem ainda não teve oportunidade de ouvir esta célebre frase é porque tem uma vida fantástica e este texto não lhe diz absolutamente nada.
Por cá, ao longo dos anos ouço-a frequentemente, tendo como objetivo injetar uma boa dose motivacional para novos desafios, sejam eles voluntários ou pespegados por terceiros e sem outra forma de seguir em frente. Portanto, o que faço eu sempre que ouço a célebre frase? Permaneço à janela até que a porta se abra!
Dando um verdadeiro sentido à espera, aguardando pacientemente a abertura da porta, percorro o caminho que o universo me proporciona e me esforço para que aconteça. Quem mais se identifica?Enquanto a gratidão e humildade andarem de mãos dadas conseguimos entrar e sair pela janela. Esperem lá, mas não é essa a utilidade da porta? Quereremos nós realmente uma porta que nos permita circular facilmente, ou o que realmente importa é a liberdade de entrar e sair em conformidade com a nossa vontade?
Posso dizer-vos que adoro portas abertas, mas com janelas também conseguimos concluir objetivos e mesmo com mais esforço conseguimos dar-lhe a mesma utilidade. Entrar e sair pela porta é tão simples, que utilizar uma janela com esse mesmo propósito torna o percurso bem mais interessante e ambicioso. Esqueçamos a importância das portas e a original utilidade de uma janela. Vamos forcar-nos na liberdade de movimentação, na liberdade de entrar e sair quando queremos, seguindo o trilho que ambicionamos. Aproveitemos o percurso que a janela nos permite até que a porta se abra!

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