“A verdade é que nunca podes ter os sentimentos certos no momento
errado, porque nunca há um momento errado para a pessoa certa”.
A
capa é desmesuradamente sugestiva para a leitura de um romance erótico, que na
realidade, ainda que seja possível ler a descrição de alguns momentos mais
quentes, digamos que é tranquilo e sem exageros.
Ford
e Val, são personagens que nos envolvem facilmente na sua história e nos levam
a emergir no seu mundo. Tão depressa estamos a rir da descontração de Ford,
como estamos a chorar as dores da Val.
A
Vi Keeland nunca nos deixa ficar mal e desta vez não foi exceção! Com um enredo
ponderado, mas sedutor, este livro é para ler num único dia porque é impossível
acalmar a ansiedade e curiosidade em saber como termina a história destes dois
perante um obstáculo ainda muito tabu na sociedade portuguesa, a diferença de
idades entre um casal. Desde quando uma mulher de 37 anos não deve permitir-se
viver a paixão com um homem de 25 anos?
Depois
de um namoro de secundário, uma gravidez ainda menor de idade e anos casada com
o pai da filha, primeiro e único namorado, após o divórcio, Val teve de
adaptar-se que deixou de existir um nós para existir um eu. Aqui está o ponto
forte desta história de amor. Mais do que acompanhar o nascimento de um romance,
a personagem encontrou-se e lutou pelos seus próprios objetivos, concluindo
ainda, que após o divórcio, nunca sentiu falta do ex-marido, mas sim da ideia
do nós.
Sem
desvendar qualquer pormenor, sem dúvida que recomendo este livro, uma
verdadeira lufada de ar fresco que nos transpõe para uma vida que não a nossa
através de uma escrita acessível, coerente, viciante e nada maçadora.
Boas leituras e façam como eu, apaixonem-se muito,
porque cada livro tem um homem incrível! Desta vez estou apaixonada pela
persistência, atenção e paixão do Ford. 😊

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